Wednesday, November 08, 2006

Cesarense 1 - S. Roque 0 (Campeonato distrital 1ª divisão A. F. Aveiro)

Augusto Vilhena

Luta a mais, futebol a menos

Acabou por não corresponder às expectativas, este ‘derby’ concelhio. É que após um início que chegou a ser promissor (quase) todo o restante jogo se resumiu a muita luta pela posse da bola, mas de pouco futebol para o potencial (qualitativo e quantitativo) que qualquer das equipas é capaz de produzir. Com este resultado (tangencial, mas, inteiramente, justo), o Cesarense mantém-se na liderança da prova e invicto em casa, enquanto o S. Roque ainda não foi desta vez que pontuou fora, na presente época.



Assumindo, como de resto lhe competia, a condição de favorito, o Cesarense cedo tomou a iniciativa do jogo obrigando, logo aos 4 minutos, o guardião Luís a segurar lá no alto com as mãos uma bola a que Samu, naturalmente, não chegou com a cabeça. Sem se sentir intimidado, o S. Roque respondeu no minuto seguinte, valendo Pedro Pais a oferecer o corpo ao remate de primeira de Miguel II, que levava a direcção certa da baliza de Toni. Aos 7 minutos, o estoiro do irrequieto Samu, que Luís desviou pela linha final, foi o prenúncio do golo que aconteceu quase de seguida, no remate de ressaca de Samu, após uma primeira intervenção incompleta de Luís, na sequência do segundo de sete cantos conquistados pelo Cesarense (contra um do S. Roque) em todo o jogo. Os visitantes tardaram a reagir num período em que os anfitriões eram, claramente, a equipa mais dominadora e perigosa. Gradualmente, porém, o S. Roque ia sacudindo um tanto a pressão ofensiva do Cesarense e, arriscando mais no ataque, a partir dos 25 minutos, conseguiu, não só um certo equilíbrio a meio campo, como chegar com maior frequência (e algum perigo até) à área contrária.
Na segunda parte, o jogo começou por manter a mesma toada (dividida) do fim da primeira e, aos 51 minutos, Toni segurou bem no chão um centro de André a que Saraiva não conseguiu antecipar-se para o desvio. Ao futebol mais apoiado e de maior circulação de bola do Cesarense (cor)respondia o S. Roque com um futebol mais directo, privilegiando os lançamentos longos e cruzados para as costas da defesa contrária. Aos 61 minutos, uma perda de bola de Sérgio a meio campo foi aproveitada por Dani para um disparo de meia distância, que Toni desviou para canto. Depois, o jogo foi decaindo qualitativa e quantitativamente, tornando-se o futebol praticado por ambas as equipas cada vez mais previsível e o espectáculo menos interessante. Por outro lado, a pouca imaginação dos jogadores dava lugar a muitas interrupções e, aqui e além, a uma fase algo quezilenta, por via de lances a roçar uma rudeza tão desnecessária quanto dispensável, que conferiam ao jogo um aspecto feio deixando-o incaracterístico. Ainda assim, no segundo dos cinco minutos de tempo extra, Fábio, na conversão de um livre directo, obrigou Luís a uma boa estirada para evitar o segundo golo. Foi a melhor ocasião do Cesarense, nesta segunda metade de um ‘derby’ viril (às vezes até de mais), mas pouco emotivo e também a merecer outra (bem melhor) arbitragem.


CESARENSE
Toni, Pedro Pais, João Rafael, Rui Silva (Vilar-63’), Sousa, Augusto (Ricardo Azevedo-55’), Nandinho, Rosas, Fábio, Sérgio e Samu (André-85’)
Treinador: António Cerqueira
Marcador: Samu (8’)
Cartões amarelos: Sousa, Augusto, Nandinho, Sérgio, Rosas, Ricardo Azevedo, João Rafael e advertência ao treinador (António Cerqueira)
Cartão vermelho: Rosas (84’, por acumulação)


S. ROQUE
Luís, Pedro, Renato, Cardoso, Maradona, Dani, Machado, Miguel I (Moura-61’), Pavel (André-42’), Saraiva e Miguel II (Gaio-75’).
Treinador: Aurélio Fonseca
Cartões amarelos: Machado, Miguel II, Pedro, Saraiva, André e Renato
Cartão vermelho: Saraiva (81’, por acumulação)


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Pedro Cirne
Auxiliado por: Luís Carlos e David Relva

Ao intervalo 1-0

0 penalti:

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