Monday, March 12, 2007

Aveiro – I Divisão CESARENSE 0-1 LAAC

Augusto Vilhena

Cesarense:
Toni, Pedro Pais, João Rafael, Rui Silva (Vilar-62’), Sousa, Marcelo (P.P.-86’), Bruno Cardoso, Nandinho, Rosas, Marinho (Zé Manel-32’) e Sérgio
Treinador: António Cerqueira
Cartões amarelos: Bruno Cardoso, P.P. e Sousa
Cartões vermelhos: Bruno Cardoso (66’, por acumulação), Rosas (86’, directo) e Sousa (90+5’, directo)

LAAC:
Noronha, Russo, Pedro Seabra, Brandão, Dinis, Malafaia, Gato, Bi, Jorge Silva (Bruno Leal-11’), Nelson (Melo-87’) e Pedrito (Álvaro-79’)
Treinador: Paulo Esgueirão
Marcador: Nelson (4’)
Cartões amarelos: Brandão, Bi, Malafaia, Pedrito, Dinis, Nelson, Pedro Seabra e Bruno Leal


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Nuno Santos
Auxiliado por: Rui Marques e Manuel Santos

Ao intervalo: 0-1


Falta de inspiração


O pantanal em que o relvado do Mergulhão se transformou, sendo uma atenuante para o futebol desgarrado do Cesarense, não serve, todavia, de desculpa à total falta de inspiração da equipa neste jogo. E se é verdade que o estado (quase impraticável) do terreno prejudicou sempre mais a equipa, teoricamente, mais tecnicista e que maior domínio exerceu, também não deixa de o ser que o Cesarense (sem o influente Fábio, ausente devido a lesão), nunca teve arte e engenho para ultrapassar a barreira psicológica criada pelo golo madrugador dos visitantes, logo aos 4 minutos, quando Nelson, à boca da baliza e sem marcação, só teve de emendar o centro curto de Jorge Silva. De resto, o Cesarense não entrou bem no jogo e, tardando a reagir ao golo do LAAC, raramente o fez com convicção. Mesmo assim, ainda assumiu uma postura mais ofensiva, instalando-se no meio campo adversário, embora sem criar lances de perigo, até porque o relvado, pouco propício a muitos floreados técnicos, aconselhava mais os lançamentos longos, que os visitantes souberam explorar em contra-ataque, principalmente pela esquerda, através da velocidade de Pedrito. Numa dessas situações, aos 40 minutos, o LAAC só não chegou ao segundo golo, porque Nelson rematou por alto uma bola que ficou presa na lama, atraiçoando a defensiva do Cesarense.


Na segunda parte, o Cesarense surgiu mais dominador, é certo, mas nem por isso mais objectivo. Tanto assim que, se através de ataque organizado não resultou, também o futebol directo debitado para a área visitante não surtiu efeito perante a muralha defensiva do LAAC. Aliás, as (duas) melhores ocasiões pertenceram aos visitantes, a primeira aos 60 minutos, quando Rosas falhou o corte e Pedrito apareceu na cara de Toni a disparar para o desvio do guardião com uma palmada a negar o golo e a segunda, aos 94 minutos, no chapéu que Bi (em posição duvidosa) fez a Toni, valendo a dobra de Rui Silva, junto ao poste a desviar para canto.
O triunfo dos visitantes acaba, assim, por ser natural neste jogo viril (às vezes até em excesso), o que custou ao Cesarense três expulsões, cujos danos colaterais podem vir a reflectir-se no futuro próximo da equipa. Daí a contestação, no final, à equipa de arbitragem, que terá cometido alguns erros, mas que, convenhamos, também não teve trabalho fácil. Especialmente quando os nervos (dos jogadores) andaram à flor da pele.

0 penalti:

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