Sunday, February 26, 2006

Cesarense 1 - U. Lamas 0 (Campeonato Nacional da III Divisão)







Cesarense dominou

Iniciando o jogo com o prego a fundo, o Cesarense tentou, deste modo, tirar dividendos do efeito surpresa perante o U. de Lamas, um dos principais candidatos à subida. E logo aos 3 minutos, Pedro deixou o primeiro aviso sério, no remate do meio da rua, que saiu muito perto da baliza de Saúl. Foi o pontapé de saída para uma primeira parte, inteiramente, dominada pelo Cesarense, mas que só em cima do intervalo teve no (único) golo da partida a devida materialização. Aconteceu quando Pedro, sobre a esquerda, cruzou para a área lamacense onde um defesa tentou o atraso com o peito para o guardião Saúl, mas Fábio, muito oportuno, apercebeu-se e, intrometendo-se, ficou na posse da bola e marcou. Para trás haviam ficado, entretanto, três soberanas ocasiões para inaugurar o marcador, primeiro por Rui Silva (aos 27 minutos), que depois de passar por 3 adversários, rematou mas para fora; a seguir (aos 33 minutos), por Sousa na conversão de um livre e a última, a melhor de todas, (aos 37 minutos), quando Rosas entrou na área e colocou em Fábio que assistiu Nelinho para um remate… para onde estava virado! Por sua vez, o U. Lamas só através do ex-Cesarense Robalinho e de Capela conseguiu ter o duo que mais perigo levou à baliza de Pedro Justo – de regresso à titularidade, devido a lesão de Nuno – que, a par do seu sector defensivo, estiveram ao melhor nível.
Na segunda parte, os visitantes lutaram bastante para inverter a tendência do resultado, mas a dificuldade maior era (ultra)passar a último terço do terreno. Porque, a partir dessa espécie de fronteira, a equipa de António Cerqueira, funcionando como um todo (colectivo e muito bem organizado), nunca facilitou nem deu espaços ao ataque contrário. De resto, o lance de maior perigo deste período complementar pertenceu mesmo ao Cesarense, já em tempo de descontos, quando Nuno Preto entrou na área e assistiu Xavi que teve tudo para ampliar, mas não conseguiu aproveitar.
Péssima actuação da equipa de arbitragem, num jogo em que o Cesarense justificou o triunfo (magro, em Domingo Gordo), mas muito importante nesta fase de franca recuperação.

Cesarense:
Pedro Justo, Pedro, Rui Bernardes, Sídon, Fábio (Nuno Preto-78’), Rui Silva, Sousa, Nii Amo (Xavi-90’), Edinho, Nelinho e Rosas
Treinador: António Cerqueira
Marcador: Fábio (45’)
Cartões amarelos: Pedro, Sídon e Rui Bernardes

U. Lamas
Saúl, Rui Pedro, Jonathan (Amílcar-2º tempo), Ramos, Daniel, Capela, Zé Carlos (Paulo Sousa-2º tempo), Fernando, Filipe, Manú e Robalinho (Pedro Sousa-58’)
Treinador: Jorge Silva
Cartões amarelos: Rui Pedro, Ramos e Daniel


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Licínio Santos (Leiria)
Auxiliado por: Hélder Filipe e Patrick Pinto

Ao intervalo: 1-0

Friday, February 24, 2006

Marialvas 1 - Cesarense 0 (Campeonato Nacional da III Divisão)

Numa tarde fria e com muita chuva, encontrara-se duas equipas com situação difícil na tabela classificativa. Por um lado, o Marialvas, numa situação mais delicada, necessitava de uma vitória, para tentar não se assumir, desde já como candidato á descida. Por outro lado, o nosso Cesarense, que vinha de duas vitórias consecutivas, encarava o jogo, mesmo assim, apreensivo.
De início, o Marialvas esteve melhor, dando velocidade ao seu futebol. Deu frutos ao minuto 2, quando um livre lateral, se transformou em golo, com o aparecimento ao segundo poste de Fábio, que rematou ao poste, sendo que de seguida a bola tabelou num jogador do Cesarense, e esgueirou-se no fundo das redes. Estava feito o 1 – 0 para a equipa da casa, sem muito ter feito para o merecer. A partir de então assistiu-se a uma partida incaracterística, com a equipa da casa somente preocupada com a defesa do resultado, sendo que o estado do terreno, ajudava a equipa da casa, já que impedia as trocas de bola que tanto agradavam os jogadores do Cesarense. Mesmo assim, na primeira parte, o Cesarense esteve perto da igualdade, primeiro, através de Rui Bernardes e, na sequência da jogada, Sidon não consegui concretizar a mesma.
No segundo tempo, o cariz do jogo não se alterou, com o Cesarense a massacrar, tentando de todas as maneiras alcançar o almejado golo, que esteve perto por duas vezes, por intermédio de Nuno Preto. Primeiro proporcionando uma defesa difícil ao guarda-redes Nuno Matos e, a segunda oportunidade, depois de uma boa jogada elaborada por Ni, o mesmo centrou para Nuno Preto, que não consegui rematar para o fundo das redes, quando se encontrava a centímetros da linha de golo.
Até ao final foram constantes a perdas de tempo, por parte dos jogadores da equipa da casa.
Arbitragem regular.

Sunday, February 12, 2006

Cesarense 2 - Social de Lamas 1(Campeonato Nacional da III Divisão)






A. Jorge

Invencibilidade perdida

Coube ao Cesarense a proeza de acabar com a invencibilidade da única equipa dos escalões seniores (a nível nacional) ainda invicta esta época e líder destacado da Série C. Um feito notável, alicerçado num jogo cheio de garra a que os pupilos de António Cerqueira se entregaram, conseguindo, mesmo, virar um resultado que começou por ser adverso, numa saborosa e importante vitória. Tomando conta do jogo, a turma do Cesarense deixou o primeiro sinal de perigo logo aos 4 minutos, na marcação de um livre por Pedro que colocou a bola na área onde surgiu Edinho a desviar à barra, dando a sensação de golo, não sancionado, contudo, pelo árbitro e seu auxiliar, ambos em cima da jogada. Aos 11 minutos, a defesa do Cesarense parou na expectativa de um suposto fora de jogo (que não foi assinalado) e Tomé, partindo de trás, acreditou e fez o primeiro golo. Dois minutos depois, o Cesarense igualou, através de uma grande penalidade a castigar derrube sobre Nelinho, que Sérgio transformou no golo do empate. Continuando a exercer maior domínio, o Cesarense acabou por chegar à merecida vantagem, aos 35 minutos, quando Nii Amo, lançado em profundidade, trocou as voltas a Xinoca, que ficou sentado no relvado, entrou na área e rematou sem hipóteses para Tó.
Na segunda parte, o Cesarense continuou com o pé no acelerador e, logo aos 46 minutos, Fábio, dentro da área, libertou-se de um defesa e rematou forte, mas sobre a baliza. Aos 48 minutos, Nii Amo deixou a defesa visitante de rastos – ficaram dois defesa para trás – e centrou para Fábio, que não conseguiu chegar a tempo da emenda. Aos 53 minutos, Fábio, foi agarrado no interior da área, mas o árbitro assim não entendeu e nada assinalou. A equipa de Castro Daire não estava, naturalmente, satisfeita e tentou reagir, investindo num assalto à defesa do Cesarense, que se revelou, então, numa autêntica muralha à frente da baliza de Nuno. E só no terceiro dos seis minutos de tempo extra, a equipa visitante assustou verdadeiramente a defesa do Cesarense, quando Abel conseguiu abrir caminho para um remate que proporcionou a Nuno a defesa da tarde.
Na actuação do Cesarense, que valeu pelo colectivo, Márcio e Nii Amo, foram os grandes trabalhadores de uma equipa muito operária.
Boa actuação da equipa de arbitragem.
Nuno, Pedro, Sídon, Fábio (Nuno Preto-69’), Rui Silva, Nii Amo (Xavi-85’), Edinho, Nelinho (Julinho-53’), Rosas, Márcio e Sérgio
Treinador: António Cerqueira
Marcadores: Sérgio (13’-GP) e Nii Amo (35’)
Cartões amarelos: Nélinho, Sídon, Fábio e Nuno
Cartão vermelho: Sérgio-90+2’, directo)


Tó, Xinoca, Telmo, Celso, Abel, Meireles (Lapa-55’), Matos (Nando-59’), Pedro, Zé Carlos, Tomé (Seixas-73’) e Ricardo
Treinador: Carlos Correia
Marcador: Tomé (11’)
Cartões amarelos: Tomé, Pedro e Careca (g.r.suplente)


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Pedro Barbosa (Porto)
Auxiliado por: Paulo Ribeiro e Paulo Lopes
Colaboração: Augusto Vilhena

Sunday, February 05, 2006

Cesarense,1 Arrifanense,0 (Campeonato Nacional da III Divisão)

Meio derby regional…







Os adeptos que se deslocaram ao estádio do Mergulhão, em Cesar, devem ter pensado que tinham ido assistir a um jogo de solteiros contra casados, ou então que os primeiros 45 minutos seriam o aquecimento para o jogo, dado que na primeira parte nada de especial se registou para a história a não ser a pouca qualidade do trio de arbitragem.

Ao intervalo, António Cerqueira e Fernando Queirós, devem ter feito uma verdadeira lavagem ao cérebro dos seus pupilos, assistindo-se então a meio derby.
Logo aos 47 minutos Fábio remata forte à baliza do seu homónimo, que esticou-se todo e viu a bola passar junto ao poste esquerdo. A equipa visitante também mostrou que tinha algo a dizer e, aos 49 minutos, no meio da área da equipa da casa, Machado remata por cima da baliza de Nuno. Aos 59 minutos, Nuno na reposição da bola em jogo, coloca a bola na frente da defesa arrifanense, onde apareceu Julinho que dominou a bola, esperou a saída de Sidónio e com calma fez um chapéu, acabando a bola por parar no fundo das redes. Julinho nem viu a bola entrar na baliza, pois tinha sido abalroado pelo guardião Fábio.
Aos 58 minutos, Fábio voltou a pôr os cabelos dos jogadores de Arrifana em pé, quando cabeceou a bola e fê-la passar pela frente da baliza, não aparecendo ninguém para finalizar. Aos 62 minutos novamente Machado a criar perigo, quando saltou no meio dos centrais cesarenses e cabeceou por cima da trave de Nuno.
A equipa visitante não estava contente com o resultado e, desta vez, aos 68 minutos, R. Sousa tenta surpreender, ao rematar de fora da área para a defesa de Nuno. Ni Amo (ex-Sporting da Covilhã), no seu regresso a casa, mostrou estar em forma, quando aos 68 minutos entrou pelo lado esquerdo da defesa do Arrifanense, cruzando ao segundo poste onde apareceu Julinho que, incrível e inacreditavelmente, fez passar a bola por cima da baliza de Fábio. Nuno Preto que tinha entrado na partida, aproveitou a sua frescura física e em velocidade passou por dois defesas da equipa visitante, acabando por rematar ao lado do poste esquerdo da baliza defendida por Fábio.
Uma partida que valeu pelo segundo tempo. Não foi um derby com emoção, mas o futebol praticado no segundo tempo, por ambas as equipas foi agradável.O árbitro que viajou de Viseu, deixou que as equipas jogassem um futebol muito agressivo, não assinalando grande parte da cargas… Não interferiu no resultado.

Cesarense: Nuno; Pedro, Sérgio, Sidon, Rosas, Sousa, Edinho, Xavi (Ni Amo,58’), Nelinho (Nuno Preto, 66’) Fábio (Márcio, 80’) e Julinho.

Arrifanense: Fábio; Fernando, Pichista, R. Soares, Folha (C. Oliveira, 56’) Sidónio, Kaká (Ivo, 74’), Machado, R. Sousa, B. Silva e Luís Paiva (Manel, 63’)

Jogo no estádio do Mergulhão, em Cesar
Arbitro: Luís Ramos (Viseu)Assistentes: Jorge Ramos e António Coimbra

Disciplina: cartões amarelos para Fernando (32’), Rosas (37’), Sidónio (76’) e Pichista (88’).
Marcador: Julinho (59’)

Um simbolo com 74 anos de Historia