Tuesday, March 20, 2007

Aveiro – I Divisão F. C. Cesarense 1 - F. C. Arouca 1

Augusto Vilhena
Cesarense:
Toni, Rui Silva, Marcelo (Sérginho-82’), Bruno Cardoso, Nandinho, Yann (Pedro Sousa-2º tempo), André Azevedo (Ricardo Azevedo-60’), Marinho, Fábio, Sérgio Bruno e Samu
Treinador: Rui França
Marcador: Bruno Cardoso (12’)
Cartões amarelos: Bruno Cardoso, Marcelo e Rui Silva

Arouca:
Jaime, Edinho (Vinha-2º tempo), Ricardo, Tiago, Rogério (Ramadinha-65’), Daniel, Filipito, Paulinho, William, Telmo (Hugo Xavier-71’) e Pina
Treinador: Rui Correia
Marcador: William (16’)
Cartões amarelos: Filipito, Edinho, Ricardo, Ramadinha e Hugo Xavier

"A EQUIPA ESCOLHIDA POR RUI FRANÇA"

JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: António Resende
Auxiliado por: Tiago Leandro e Fernando Pinho

Ao intervalo: 1-1



Tudo como dantes

Aguardado com enorme expectativa, este jogo entre os dois mais sérios candidatos à subida, registou a maior enchente da época no estádio do Mergulhão, mas acabou por deixar tudo como dantes, no que à diferença pontual entre as duas equipas diz respeito. De facto, bem resguardado pela confortável vantagem de 14 pontos, o Arouca jogou o quanto baste para não perder, enquanto só a vitória interessava ao novo Cesarense de Rui França, para encurtar a diferença. E, apesar das ausências (por lesão e/ou castigos), o Cesarense apresentou uma equipa que iniciou o jogo moralizada para vencer como, de resto, ficou demonstrado logo aos 2 minutos, quando Samu assistiu Fábio para um remate cruzado e rasteiro, que saiu muito perto do poste mais longe da baliza de Jaime. Aos 12 minutos, Bruno Cardoso, lançado em profundidade sobre a direita do ataque, entrou na área do Arouca e, à saída de Jaime rematou para o desvio do guardião visitante, mas para dentro da baliza. Durou pouco, todavia, a vantagem do Cesarense, já que, 4 minutos volvidos, William, na conversão de um livre directo, surpreendeu Toni, que esperava por um cruzamento. O fulgor inicial das equipas foi-se, então, diluindo com o tempo, pois apesar do maior ascendente do Cesarense no terreno, foram nulos os seus efeitos práticos, até porque o (tipo de) futebol desligado era comum às duas equipas.

"BANCADA DO MRGULHÃO REPLETA"


Na segunda parte, o Arouca entrou mais determinado, deixando o primeiro sinal de perigo aos 49 minutos, no lance conduzido por Rogério, que Telmo concluiu com um remate sobre a baliza de Toni. Aos 57, Filipito, no interior da pequena área, proporcionou a Toni um providencial desvio com os pés e só a partir dos 65 minutos o Cesarense teve uma ligeira (mas efémera) reacção, chegando mesmo Samu (aos 70 minutos) a introduzir a bola na baliza de Jaime, embora em lance inviabilizado pelo árbitro (antes da bola entrar), por alegado fora de jogo, assinalado pelo auxiliar. Depois, o jogo voltou a um ritmo mais lento e menos atractivo, apesar de quase equitativamente dividido pelos dois meios campos. E só muito perto do termo as equipas pareceram despertar, conferindo ao jogo outra emoção. Primeiro, aos 88 minutos, quando Jaime negou o golo a Sérginho, com um desvio para canto e na resposta, no minuto subsequente, no remate de cabeça de Pina, na pequena área, para as mãos de Toni.
Resultado lógico num jogo em que o juiz dos nacionais, António Resende, teve o trabalho facilitado pela correcção dos jogadores. Mas terá poupado o segundo amarelo a Edinho, quando, aos 42 minutos, jogou a bola com o braço.

Monday, March 12, 2007

Rui França de regresso a casa

Rui França

Rui França, o treinador que por pouco não levou o Cesarense à segunda divisão B, volta a orientar o Cesarense, acompanhado pelo seu adjunto, Ramalho (ex. atleta do FCC). Espera-se conseguir segurar o segundo lugar da tabela classificativa.
Boa Sorte!

Aveiro – I Divisão CESARENSE 0-1 LAAC

Augusto Vilhena

Cesarense:
Toni, Pedro Pais, João Rafael, Rui Silva (Vilar-62’), Sousa, Marcelo (P.P.-86’), Bruno Cardoso, Nandinho, Rosas, Marinho (Zé Manel-32’) e Sérgio
Treinador: António Cerqueira
Cartões amarelos: Bruno Cardoso, P.P. e Sousa
Cartões vermelhos: Bruno Cardoso (66’, por acumulação), Rosas (86’, directo) e Sousa (90+5’, directo)

LAAC:
Noronha, Russo, Pedro Seabra, Brandão, Dinis, Malafaia, Gato, Bi, Jorge Silva (Bruno Leal-11’), Nelson (Melo-87’) e Pedrito (Álvaro-79’)
Treinador: Paulo Esgueirão
Marcador: Nelson (4’)
Cartões amarelos: Brandão, Bi, Malafaia, Pedrito, Dinis, Nelson, Pedro Seabra e Bruno Leal


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Nuno Santos
Auxiliado por: Rui Marques e Manuel Santos

Ao intervalo: 0-1


Falta de inspiração


O pantanal em que o relvado do Mergulhão se transformou, sendo uma atenuante para o futebol desgarrado do Cesarense, não serve, todavia, de desculpa à total falta de inspiração da equipa neste jogo. E se é verdade que o estado (quase impraticável) do terreno prejudicou sempre mais a equipa, teoricamente, mais tecnicista e que maior domínio exerceu, também não deixa de o ser que o Cesarense (sem o influente Fábio, ausente devido a lesão), nunca teve arte e engenho para ultrapassar a barreira psicológica criada pelo golo madrugador dos visitantes, logo aos 4 minutos, quando Nelson, à boca da baliza e sem marcação, só teve de emendar o centro curto de Jorge Silva. De resto, o Cesarense não entrou bem no jogo e, tardando a reagir ao golo do LAAC, raramente o fez com convicção. Mesmo assim, ainda assumiu uma postura mais ofensiva, instalando-se no meio campo adversário, embora sem criar lances de perigo, até porque o relvado, pouco propício a muitos floreados técnicos, aconselhava mais os lançamentos longos, que os visitantes souberam explorar em contra-ataque, principalmente pela esquerda, através da velocidade de Pedrito. Numa dessas situações, aos 40 minutos, o LAAC só não chegou ao segundo golo, porque Nelson rematou por alto uma bola que ficou presa na lama, atraiçoando a defensiva do Cesarense.


Na segunda parte, o Cesarense surgiu mais dominador, é certo, mas nem por isso mais objectivo. Tanto assim que, se através de ataque organizado não resultou, também o futebol directo debitado para a área visitante não surtiu efeito perante a muralha defensiva do LAAC. Aliás, as (duas) melhores ocasiões pertenceram aos visitantes, a primeira aos 60 minutos, quando Rosas falhou o corte e Pedrito apareceu na cara de Toni a disparar para o desvio do guardião com uma palmada a negar o golo e a segunda, aos 94 minutos, no chapéu que Bi (em posição duvidosa) fez a Toni, valendo a dobra de Rui Silva, junto ao poste a desviar para canto.
O triunfo dos visitantes acaba, assim, por ser natural neste jogo viril (às vezes até em excesso), o que custou ao Cesarense três expulsões, cujos danos colaterais podem vir a reflectir-se no futuro próximo da equipa. Daí a contestação, no final, à equipa de arbitragem, que terá cometido alguns erros, mas que, convenhamos, também não teve trabalho fácil. Especialmente quando os nervos (dos jogadores) andaram à flor da pele.