Thursday, May 25, 2006

Cesarense 2 - F. Algodres 1 (Campeonato Nacional da III Divisão)

A. Jorge
Colaboraçao: Augusto Vilhena

Ingloriamente

O Cesarense encerrou a época de 2005/2006 com um triunfo de sabor amargo. Um triunfo, ingloriamente, conquistado, já que, apesar da excelente recuperação da equipa desde o regresso de António Cerqueira (sensivelmente a meio da época), não foi suficiente para evitar a descida aos distritais. Fica, porém, o excelente trabalho de recuperação deste técnico, que fez do Cesarense uma das equipas mais regulares da segunda metade da época, conquistando 31 dos 42 pontos que a equipa totalizou. Olhos postos neste jogo e ouvidos no de Anadia (onde o Tocha também jogava a manutenção e de cujo resultado dependia o destino do Cesarense), a primeira parte foi, completamente, dominada pelos anfitriões, não obstante a baixa qualidade do futebol praticado, mas que valeu, sobretudo, pela calma com que os seus jogadores actuaram neste derradeiro jogo, em contraste com a ansiedade que quase nunca conseguiram disfarçar ao longo do restante campeonato. A vantagem (1-0), ao intervalo era escassa para o domínio exercido pelo Cesarense. O golo aconteceu aos 17 minutos, quando Fábio, nas costas de um adversário aproveitou o falhanço deste e rematou. Inácio defendeu para a frente e Fábio, mesmo no chão, fez a recarga vitoriosa.
Na segunda parte, o Cesarense continuou a mandar no jogo frente ao já despromovido Fornos de Algodres e, aos 75 minutos, Edinho ampliou a contagem (2-0) emendando bem de cabeça um centro largo de Nuno Preto. Nas bancadas pouco se festejou este golo, porquanto já nessa altura as notícias de Anadia (onde o Tocha vencia) não eram, naturalmente, animadoras. Decorria o tempo extra (90+2’) e com o desânimo e a frustração estampados no rosto dos jogadores do Cesarense, quando Bruno, na sequência de um canto, reduziu, fixando o resultado deste jogo que teve um trabalho irregular da equipa de arbitragem.
Pouco depois chegava a confirmação da vitória do Tocha em Anadia e com ela o adeus do Cesarense aos nacionais. Resta desejar que seja um “até breve” e que já na próxima época este histórico emblema do futebol aveirense esteja, por esta altura, a festejar o regresso.
Cesarense
Nuno, Pedro, Fábio (Nélinho-65’), Rui Silva, Nii Amo, Edinho, Xavi (Ricardo-78’), Rosas, Sérgio, Márcio e Nuno Preto
Treinador: António Cerqueira
Marcadores: Fábio (17’), e Edinho (75’)
Cartão amarelo: Rui Silva

F. Algodres
Inácio, Negreto, Patóiilo, Pedro Ferreira, Rebelo (Palhares-57’), Sérgio, Ló, João Abel (Lote-57’), Artur (Pedro duarte-69’), Bruno e Quim Teixeira
Treinador: Nando Pompeu
Marcador: Bruno (90+2’)
Cartão amarelo: Artur


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Júlio Teixeira (Viana do Castelo)
Auxiliado por: Orlando Morais e Bruno Neves

Tuesday, May 16, 2006

Estarreja 2 - Cesarense 0 (Campeonato Nacional da III Divisão)

André Ferreira

Não houve milagre em Estarreja


Não foi pela falta de oportunidades que a equipa de Cesar não conseguiu vencer o seu adversário, mas sim pela eficácia do mesmo. Certo é que a situação do Cesarense mais complicada ficou.O Cesarense começou o jogo bastante nervoso e, os primeiros cinco minutos, foram de bastante intranquilidade, nunca conseguindo ultrapassar o seu meio campo, ao contrário da equipa local que estava em constante pressão ofensiva.A primeira verdadeira oportunidade de golo nasceu aos vinte minutos, quando César chuta forte ao lado da baliza de Nuno. No mesmo minuto, Xavi responde com remate forte do meio da rua, para defesa tranquila de Rui Pedro.
O pior chegou aos vinte e seis minutos para a equipa visitante, numa altura em que o Cesarense parecia estar a controlar o jogo. O “irrequieto” César, correspondeu da melhor maneira a um cruzamento que surgiu do lado direito do seu ataque e empurrou a bola para o fundo das redes de Nuno. Se a confiança não abundava no seio de equipa de António Cerqueira, o nervosismo passou a transbordar.
Fábio, nada contente com o resultado tentou dar ânimo ao grupo, em jogada individual – este esteve francamente bem no um para um – deixou um adversário para trás e, em zona apropriada para cruzar para a área, fez o que ninguém esperava “disparou uma bomba” ao poste da baliza defendida por Rui Pedro.Na ressaca, Nii Amo, no coração da área chutou por cima da baliza.
A segunda metade da partida, começou com uma alteração para o Cesarense.António Cerqueira, colocou em campo o jovem Ricardo criado nos escalões de formação do Cesarense, correspondendo da melhor maneira, sendo um foco de atenção devido à sua entrega ao jogo.Aos cinquenta e oito minutos, Rui Silva na cobrança de um canto, coloca a bola na cabeça de Edinho, este cabeceou com perigo por cima da baliza. Dez minutos depois, Sérgio, em jogada de insistência, levou a bola pelo meio campo adversário, entregando a bola a Xavi, que cruzou para o recém entrado Nuno Preto, este, de cabeça, obriga a defesa incompleta, Fábio na ressaca chutou para a defesa do guardião local. Na reposição da bola em jogo, a equipa de Cesar ficou parada depois de ver tanta falta de sorte, a equipa local pouco se importou com esse factor e, César desembaraçou-se dos defesas visitantes, encontrando Nuno pela frente, chutou ao poste, acabando por encaminhar a bola para o fundo da baliza. Faltavam pouco mais de vinte minutos para o final da partida, o Cesarense não desistiu, lutou, criando algumas oportunidades de golo, mas nunca concluídas da melhor maneira.
Fica tudo adiado para a última jornada, o Cesarense encontra-se em desvantagem, adivinha-se o pior. Espera-se um milagre na tarde do dia 21 no Estádio do Mergulhão.
O árbitro passou despercebido.
Estarreja: Rui Pedro; Zito, Manuel, Fábio (Bonfim, 78’), Ricardo Miguel, César (Pesquina, 90’), Costa, Jorge Emanuel, Bruno Xavier, Eduardo (Tarola, 54’) e Hélder
Cesarense: Nuno; Rosas, Sérgio, Sidon, Pedro (Ricardo, 46’), Rui Silva, Nii Amo, Xavi, Fábio (Julinho, 70’), Edinho e Márcio (Nuno Preto, 70’).
Jogo no estádio de Estarreja
Árbitro: Carlos Amado (Leiria)Assistentes: Artur Loureiro e Célio Ferreira.
Disciplina: cartões amarelos para Fábio (6’) do Estarreja e para Xavi (90’)
Marcadores: César (26’ e 68’)

Sunday, May 14, 2006

Cesarense 1 - Valonguense 0 (Campeonato Nacional da III Divisão)

Augusto Vilhena

Difícil, mas justo


Um golo bastou para que o Cesarense somasse mais três preciosos pontos, na luta pela tão desejada manutenção. Foi um triunfo difícil, mas justo e, sobretudo, muito importante para o futuro próximo em que o Cesarense continua a depender, apenas, de si próprio. Mas foi indisfarçável o nervoso miudinho com que a equipa entrou no jogo e de que tardou a libertar-se, apesar dos frequentes apelos à calma saídos do banco, em especial da boca do técnico António Cerqueira. Mais solto e desinibido, apesar de ainda não totalmente tranquilo, o Valonguense tentou tirar dividendos da ansiedade do Cesarense e, logo no minuto inicial, Rebelo surgiu na área a rematar rasteiro para o desvio de Nuno com os pés. Na resposta, primeiro Xavi e depois Fábio, não conseguiram disfarçar a ansiedade geral da equipa, rematando ambos para fora. Aos 9 minutos, Márcio obrigou Jaime a voar desviando pelo final um remate com o selo de golo, num período em que, embora com os nervos a atrapalhar a transposição do jogo, Cesarense ia, gradualmente, conquistando algum ascendente no terreno (5-1 em cantos, só na primeira metade). Porém, este domínio não constituiu grande perigo para a baliza de Jaime, muito por acção de um meio campo visitante, bem povoado e bastante operário, não só a anular o esforçado, mas pouco inspirado, ataque do Cesarense, como a municiar o contra-ataque, em particular, através de lançamentos em profundidade.
Na segunda parte, aos 56 minutos, o ansiado golo do Cesarense surgiria na sequência da melhor jogada de entendimento do seu ataque, que Rui Silva concluiu furando entre dois adversários antes do remate vitorioso, fora do alcance de Jaime. Pouco a pouco o Cesarense pareceu libertar-se da ansiedade e, ainda com o pé quente, Rui Silva podia ter bisado (aos 63 minutos) valendo Sérgio no caminho da bola, a desviar para canto. Era a (insistente) tentativa de chegar ao segundo golo, que o Cesarense não conseguiu e o Valonguense, reagindo, teve, aos 65 minutos, a melhor ocasião de êxito, quando o possante Leandro (recém-entrado), no meio de três adversários, conseguiu o remate, mas sobre a baliza de Nuno. O Cesarense voltou a insistir, mas em vão, optando então, no período final do jogo, por (res)guardar bem a magra, mas preciosa vantagem.
Arbitragem regular num jogo viril, mas, regra geral, correcto.

Cesarense-Nuno, Pedro, Sídon, Fábio (Nuno Preto-70’), Rui Silva, Nii Amo (Julinho-90+1’), Edinho, Xavi (Ricardo-90+3’), Rosas, Sérgio e Márcio
Treinador: António Cerqueira
Marcador: Rui Silva (56’)
Cartões amarelos: Edinho, Nuno Preto e Julinho


Valonguens-Jaime, Careca, Marinho (Leandro-60’), Sérgio, André, Silvano (Rui Oliveira-64’), Toni, Galhano, Ribeiro (Miguel-79’), Paiva e Rebelo
Treinador: Alberto Morais
Cartões amarelos: Marinho e Sérgio


JOGO NO ESTÁDIO DO MERGULHÃO
EM CESAR
Árbitro: Sérgio Sedas (Leiria)
Auxiliado por: Alberto Oliveira e Tomé de Jesus

Friday, May 12, 2006

II Jantar/Colóquio organizado pelo Departamento de Formação do FC Cesarense



Formar para vencer

Numa iniciativa do Departamento de Formação do FC Cesarense, realizou-se no passado dia 3 de Abril o II Jantar/Colóquio, onde se debateu a importância do trabalho a desempenhar na área da formação. Neste encontro, que teve como convidado de honra, o guarda-redes Helton, atleta profissional do FC Porto e ainda a presença de vários prelectores convidados, com conhecimentos na área médica, social e desportiva, na disciplina 'Futebol', todos defenderam de que, para vencer é necessário formar.
LEAD Teotónio Tavares

A menos de um ano de comemorar 75 anos de existência (01 de Janeiro de 2007), o FC Cesarense, e neste caso particular o seu Departamento de Formação, bem podem estar orgulhosos da forma como têem vindo a desempenhar o seu papel no que diz respeito à formação, com os últimos tempos, a revelarem indicadores de um trabalho cuidado e muito dedicado, por parte dos seus responsáveis, em prol de um projecto, onde, a formação do jovem é, e deverá ser, mais importante que os resultados desportivos.
Nesse sentido, perante uma plateia com cerca de centena e meia de presenças, Angelo Silva, responsável máximo pela secção de formação do FC Cesarense e quem fez as 'honras da casa' na apresentação deste colóquio, salientou tratar-se, "de uma acção de formação e informação para pais, atletas e todos aqueles que com interesse social e desportivo apoiam este projecto".
"...apoio dos pais é fundamental.."
Após ter sido literalmente 'engolido' pelos muitos jovens e não só, na procura de um autógrafo ou uma fotografia, Helton (que saiu mais cedo por motivos familiares), foi o primeiro interveniente, manifestando-se muito contente "pelo ambiente acolhedor e pela presença de muitos pais". Presenças que, como adiantou, "são extremamente importantes, pois o apoio dos pais é fundamental no futuro dos nossos filhos." Adiantando que no Brasil, conjuntamente com outros jogadores e empresários também patrocina uma Escolinha de futebol, "actualmente com 192 jovens atletas, menores e carenciados e aos quais fornecemos material e professores qualificados", Helton deixou no entanto, um aviso a todos os jovens, "para além da actividade desportiva, não deixem de estudar, já que, antes de serem grandes jogadores o importante é que vocês sejam bons homens".
De seguida, foi a vez do Dr António Vasconcelos, médico do FC Cesarense, que lembrou aos atletas a importância de uma 'mente sã corpo são', "simbiose perfeita para um melhor rendimento pois, caso contrário, a sua actividade sai prejudicada", focando vários factores que podem ser prejudiciais aos atletas e não só, este responsável clínico identificou o 'stress', como um agente, "actualmente causador de graves problemas e para o qual, o diálogo é o melhor remédio." Diálogo, adiantou, "é a melhor forma de resolver todos os problemas, principalmente os familiares e particularmente os dos jovens dos dias de hoje." Outros pontos foram ainda referênciados pelo Dr, Vasconcelos, tais como a necessidade de uma boa e completa alimentação, o repouso e neste contexto, principalmente para os jovens lembrou que,"uma hora antes da meia-noite, vale mais que duas depois", terminando a sua intervenção numa chamada de atenção aos pais e próprios atletas, para a importância da realização dos vários exames médicos, de modo a evitarem situações desagradáveis na sua actividade desportiva.
Apostar na formação desportiva e cívica
O orador seguinte foi o Prof. Bruno Tavares, preparador físico do plantel sénior do FCC, que focou a vertente da formação muito importante já que, " é nestas idades que temos a possibilidade de lhes formar uma personalidade bem vincada e onde é mais importante o aspecto lúdico ao rendimento desportivo". Referindo ainda que, em casos de evolução precoce, "teremos que lhes mostrar que o colectivo terá que se sobrepôr ás induvidualides", Bruno Tavares deixou ainda um apelo aos pais dos atletas, "não exijam que os vossos filhos joguem sempre, nem os critiquem de uma jogada menos boa. Mais importante, é que estejam sempre ao lado deles e que os motivem a dar o seu melhor". Neste sentido, foram também as palavras do Engº Manuel Pinho que, na qualidade de pai de um atleta, apresentou várias razões, sobre a importância do acompanhamento dos pais aos atletas, para além, "do interesse que devem ter pela continuidade do projecto de formação do FC Cesarense." Um projecto que, adiantou, "dotado de melhores infra-estruturas, contribuirá para uma maior participação de jovens da formação na equipa sénior do FCC, promovendo desta forma uma forte ligação com a comunidade", acrescentou Manuel Pinho, que deixou palavras elogiosas à secção de Formação do FCC, ao Dr. Abílio Guimarães e às equipas de formação de todos os escalões.
Por fim, foi a vez do Prof. José Belchior, ex-selecionador das camadas jovens da AF Aveiro e actualmente a trabalhar para o SL Benfica na área da prospecção de atletas que, agradecendo o convite de "um clube amigo", realçou a presença de muitos adeptos do futebol, em particular de dois seus ex-atletas, Pedro Justo e Luis Armando. Numa longa, mas interessante abordagem sobre a relação, pais/familiares com atletas e a sua influência, Belchior - que naquele dia levou três atletas iniciados do FC Cesarense a prestar provas ao SL Benfica-, focou diversos pontos importantes na formação do atleta, deixando contudo um apelo aos pais, "a educação e o civismo são factores prioritários, e então depois pensem no futebol, pois se ele tiver capacidades vai lá chegar". Depois de salientar que os pais no seu comportamento cívico, social e desportivo, "devem ser referências para os filhos", este responsável enalteceu ainda, o importante papel nesta área desempenhado pelo FC Cesarense,"um clube digno, de gente séria e honrada, para todos quantos por aqui teêm passado".
O encerramento das intervenções coube ao presidente da Assembleia Geral do FCC que, após ter manifestado a sua satisfação pelo excelente trabalho desenvolvido na área da formação do clube, realçou a importância deste investimento, "perfeitamente justificado na captação de jovens valores". Enumerando as muitas vantagens -sociais e desportivas-, que poderiam advir de uma boa formação e acompanhamento dos jovens, Ernesto Gonçalves frisou ainda, "o ideal seria que o Cesarense conseguisse e tivesse a capacidade para que todos os jovens de Cesar frequentassem a sua formação", terminando com palavras de estímulo e apreço a todos quantos no clude se dedicam à formação "que valoriza imenso o nosso FC Cesarense".Terminou assim, II Colóquio da Formação do Cesarense onde, durante o qual, foi possivel constatar uma pequena mostra fotográfica, bem como alguns troféus que marcam a história e vida do FCC e ao mesmo tempo, visionar através da projecção de power point, "imagens que valem mais que mil palavras", como referiu, e bem Angelo Silva que agradeceu ainda a todos os patrocinadores e entidades que colaboram com a Formação do FCC, ao amigo Luis Armando, a Paulo Pires, André Ferreira, Pedro Ramos, Álvaro Azevedo, Cris (atleta profissional do Feirense), ao Jorge e Artur (ambos guarda-redes séniores da UD Oliveirense), pela colaboração prestada,